segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vilão!


A humanidade necessita de um vilão, alguém que destrua o seu conforto alguém radical, alguém que lhes mostre como o a realidade pode ser muito pior do que é. O mundo precisa de guerra, de sangue, adrenalina, de algo para lutar, de música para ouvir, de telas para pintar de história para escrever, de sentimentos para sentir, de algo para os fazer sentir vivos!
É necessário um vilão que acarrete a culpa de todas as coisas de erradas que acontecem no Mundo. Não um político ou um terrorista. Alguém a sério. Intencional. Alguém que dê a cara alguém que não tenha causa, razão ou desculpa. Alguém consciente. Alguém que sorria sempre que algo de mau aconteça. Genuíno. Alguém com princípios e ideais completamente diferentes dos vistos até hoje. Alguém alegre! Alguém que as pessoas não possam compreender. Alguém em que as pessoas se revejam. Alguém pelo qual as pessoas se sintam culpabilizadas. Porém, alguém que nunca ninguém possa sentir pena.
UM VILÃO! Tomara eu ter a liberdade de ser vilão, de destruir, tomara muitos. Mas é tarde de mais para mim. A minha acção está muito condicionada por muito que possa ser imprevisível. A minha mente já está introduzida na base de dados ideais do sistema sociedade com padrões de conhecimento conhecidos e uma vida quase determinada. Não! Precisamos de alguém livre, livre desta ilusão em que vivemos. Sem ideais, sem nada, mas com tudo. Simplesmente diferente. Algo puro, livre deste lixo. Uma mente estaminal que como não age de acordo com o previsto, é considerado "mau"!
Conseguem imaginar, conceber mentalmente tão bela perfeição? Oh, como precisamos de um vilão. Como são mesquinhas as pessoas que secretamente desejam a sua chegada, desejam que faça o sangue escorrer, desejam que nasça uma razão para se erguerem nas quatro patas e lutar com garras e unhas contra aquilo que desejámos. E somos heróis! Os heróis são aqueles que ganham aos vilões. Oh se era bom sermos todos heróis! O que os heróis não sabem é que também são vilões. Olhem para o espelho, sorriam, e abram os olhos o máximo que puderem. E olhem fundo nos vossos olhos, confrontem a vossa sede de insegurança, confrontem o vilão que há em vós. E a seguir assumam a vossa expressão normal e contemplem as grades que se desenham em torno de vós que impedem a besta que existe lá dentro de sair sempre que se risca o papel.

1 comentário:

Criptografada. disse...

«Conseguem imaginar, conceber mentalmente tão bela perfeição?»
não poderia concordar mais..
tou sem palavras J