VAMOS COMPRAR COISAS!
Vamos todos ser felizes!
Fazer uns raps sentimentais!
Defendermos as nossas raízes,
rugindo como animais!
Vamos comprar Coca Cola!
Vamos beber Super Bock!
E enquanto o do lado enrola,
ouvimos um pouco de Rock.
Vamos comprar mais cenas!
Compramos para toda a gente!
Venham mais, venham centenas!
E todos ficam contentes!
Vamos micar umas gajas!
Vamos buscar mais bebidas!
Quando estivermos fodidos,
as coisas são menos fodidas!
Vamos fazer grandes planos!
Ganhar o Euromilhões!
Acreditar que daqui a uns anos,
Não estamos atrás de balcões.
Vamos dormir na praia!
Ou num hotel de cinco estrelas!
Só importa o tamanho das saias,
O resto pinta-se em telas!
Vamos chorar um bocadinho,
Porque também está na moda.
Dar um pouco de carinho
P'ra poder dar uma foda!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Desviver.
Desviver, gastar vida, ruminar, sei lá, isto. Estou a morrer. Isto não me assusta, repugna-me. Cada dia que passa, falha uma pilha.
Sempre me perguntei porque as pessoas tinham medo de morrer, sempre me pareceu algo tão natural. Para que pensar nisso. A vida é que interessa. É a dor? É o mistério? São as saudades? É o infinito? Não, não é nada disto, é algo bem pior, algo tão profundo e poderoso que consegue despertar o humor mais melancólico, até pode fazer impressão na barriga.
São os remorsos. Remorsos de oportunidades não aproveitadas, promessas que ficaram por cumprir, intenções que não passaram disso. Não é a dúvida. É a certeza, a consolidação que todos os nossos remorsos serão permanentes. Que todas aquelas coisas que sempre pensamos alterar se vão manter assim para sempre. Não é a morte. É o passado. Engraçado não é? O medo da morte não residir nem num presente doloroso nem num futuro inexistente, mas sim num passado aparentemente sem relação.
Cada dia que passa estou a ficar igual a eles. A morrer portanto.
Tudo começou quando me comecei a interessar cada vez mais por assuntos fúteis, depois, a minha atenção a assuntos fúteis foi aumentando. E o espaço de tempo em que me concretizava foi diminuindo. Primeiro deixei de sentir, deixei de tirar prazer daquilo que é importante. Estava demasiado preso aos assuntos supérfluos, para poder tirar prazer doutra coisa. Depois, comecei a viver nos assuntos fúteis. Eles passaram a dominar não só o meu pensamento como a minha vida. Nesta fase qualquer tentativa de sentir passou a ser completamente impossível, passei a fingir, para as pessoas continuarem a dar-me valor. Falhei, elas notavam, não era elas que eu queria enganar. Envolvi-me, mais e mais, passei a tirar prazer de tudo o que me fizesse lembrar de sentir. Mas só naquele momento me convenci do que se estava a passar, no momento em que vi que não conseguia criar. Soube, toda a realidade me caiu em cima, estou a morrer. Se não consigo sentir, é natural que não consiga criar, o próximo passo é parar de pensar. Por completo. Isto, este texto, é o que me resta. É o que resta de mim, da minha vida. É provavelmente o meu último texto. Sei que da próxima vez que o ler não o vou entender. :) Não te preocupes, agora sim, és, e podes ser, feliz.
Sempre me perguntei porque as pessoas tinham medo de morrer, sempre me pareceu algo tão natural. Para que pensar nisso. A vida é que interessa. É a dor? É o mistério? São as saudades? É o infinito? Não, não é nada disto, é algo bem pior, algo tão profundo e poderoso que consegue despertar o humor mais melancólico, até pode fazer impressão na barriga.
São os remorsos. Remorsos de oportunidades não aproveitadas, promessas que ficaram por cumprir, intenções que não passaram disso. Não é a dúvida. É a certeza, a consolidação que todos os nossos remorsos serão permanentes. Que todas aquelas coisas que sempre pensamos alterar se vão manter assim para sempre. Não é a morte. É o passado. Engraçado não é? O medo da morte não residir nem num presente doloroso nem num futuro inexistente, mas sim num passado aparentemente sem relação.
Cada dia que passa estou a ficar igual a eles. A morrer portanto.
Tudo começou quando me comecei a interessar cada vez mais por assuntos fúteis, depois, a minha atenção a assuntos fúteis foi aumentando. E o espaço de tempo em que me concretizava foi diminuindo. Primeiro deixei de sentir, deixei de tirar prazer daquilo que é importante. Estava demasiado preso aos assuntos supérfluos, para poder tirar prazer doutra coisa. Depois, comecei a viver nos assuntos fúteis. Eles passaram a dominar não só o meu pensamento como a minha vida. Nesta fase qualquer tentativa de sentir passou a ser completamente impossível, passei a fingir, para as pessoas continuarem a dar-me valor. Falhei, elas notavam, não era elas que eu queria enganar. Envolvi-me, mais e mais, passei a tirar prazer de tudo o que me fizesse lembrar de sentir. Mas só naquele momento me convenci do que se estava a passar, no momento em que vi que não conseguia criar. Soube, toda a realidade me caiu em cima, estou a morrer. Se não consigo sentir, é natural que não consiga criar, o próximo passo é parar de pensar. Por completo. Isto, este texto, é o que me resta. É o que resta de mim, da minha vida. É provavelmente o meu último texto. Sei que da próxima vez que o ler não o vou entender. :) Não te preocupes, agora sim, és, e podes ser, feliz.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Vilão!
A humanidade necessita de um vilão, alguém que destrua o seu conforto alguém radical, alguém que lhes mostre como o a realidade pode ser muito pior do que é. O mundo precisa de guerra, de sangue, adrenalina, de algo para lutar, de música para ouvir, de telas para pintar de história para escrever, de sentimentos para sentir, de algo para os fazer sentir vivos!
É necessário um vilão que acarrete a culpa de todas as coisas de erradas que acontecem no Mundo. Não um político ou um terrorista. Alguém a sério. Intencional. Alguém que dê a cara alguém que não tenha causa, razão ou desculpa. Alguém consciente. Alguém que sorria sempre que algo de mau aconteça. Genuíno. Alguém com princípios e ideais completamente diferentes dos vistos até hoje. Alguém alegre! Alguém que as pessoas não possam compreender. Alguém em que as pessoas se revejam. Alguém pelo qual as pessoas se sintam culpabilizadas. Porém, alguém que nunca ninguém possa sentir pena.
UM VILÃO! Tomara eu ter a liberdade de ser vilão, de destruir, tomara muitos. Mas é tarde de mais para mim. A minha acção está muito condicionada por muito que possa ser imprevisível. A minha mente já está introduzida na base de dados ideais do sistema sociedade com padrões de conhecimento conhecidos e uma vida quase determinada. Não! Precisamos de alguém livre, livre desta ilusão em que vivemos. Sem ideais, sem nada, mas com tudo. Simplesmente diferente. Algo puro, livre deste lixo. Uma mente estaminal que como não age de acordo com o previsto, é considerado "mau"!
Conseguem imaginar, conceber mentalmente tão bela perfeição? Oh, como precisamos de um vilão. Como são mesquinhas as pessoas que secretamente desejam a sua chegada, desejam que faça o sangue escorrer, desejam que nasça uma razão para se erguerem nas quatro patas e lutar com garras e unhas contra aquilo que desejámos. E somos heróis! Os heróis são aqueles que ganham aos vilões. Oh se era bom sermos todos heróis! O que os heróis não sabem é que também são vilões. Olhem para o espelho, sorriam, e abram os olhos o máximo que puderem. E olhem fundo nos vossos olhos, confrontem a vossa sede de insegurança, confrontem o vilão que há em vós. E a seguir assumam a vossa expressão normal e contemplem as grades que se desenham em torno de vós que impedem a besta que existe lá dentro de sair sempre que se risca o papel.
sábado, 29 de janeiro de 2011
SOCIEDADE MIMADA!
NÃO, NÃO, NÃO! Não cabe na cabeça de ninguém, é impensável. Viver feliz com o que temos? Nunca, então e os pretos a morrer em África, então e a corrupção, então e a crise, então e as drogas, então e os terroristas e ó onze de setembro e essas merdas todas! NÃO, O MUNDO É UMA MERDA! Catástrofes, Guerras, Mortes.
Estou chateado! Estou mesmo! Porque não pensei que chegasse a este ponto! Reparei que as pessoas, odeiam o mundo! E pelos vistos é uma ideia generalizada! A palete de cores do seu mundo de certeza que apenas tem as cores negra e vermelha, e verde vá que simboliza inveja e o mundo também é feio por dentro.
Porquê? Porque é que as pessoas não se resignam à sua insignificante felicidade e vivem felizes? Porque não, Porque querem tudo, querem que toda a gente viva bem e toda a gente viva para sempre! Ai que bonito, e já agora nada de guerras nem catástrofes, que o sol nunca queime a pele e que as abelhas percam o ferrão que aleija!
Não! Querem tudo, são ténias de felicidade que nunca vão poder encontrar alguma devido à sua incapacidade de se satisfazer com pouco. Gananciosos. A ganância deve ser o maior defeito das pessoas. Mas de longe. Para o bom e para o mau. O ser humano não é capaz de ceder uma vida humana para salvar 100. Tudo tem um preço! TUDO! E o corpo em termos monetários não vale assim tanto por isso aquelas pessoas que dizem que "Ai eu morria por este" "ai eu matava por aquele" espero que tenham consciência que provavelmente não vai chegar para comprar a pessoa! Sentimentos pah! O ser humano vive de sentimentos e aquilo que mais custa dar é aquilo pelo qual nutrimos mais sentimentos. O que pode ser tudo, até mesmo um próprio sentimento. Como o orgulho por exemplo. E desde cedo temos de saber que o dinheiro não dá para tudo, e nem sempre vamos poder ter um melhor amigo, nem sempre vamos poder ter um noticiário menos mal, nem sempre podemos ter razão, nem sempre podemos ter uma família ao lado ou seguir o que gostamos! E é ao aprender a ceder que atingimos a felicidade!
Nunca nada vai ser perfeito. As pessoas que morrem, morrem. As pessoas que vivem só devem aproveitar o facto de estarem para serem felizes, pois no dia seguinte, podem ser elas a morrer. E as pessoas que já morreram não vão ter pena.
Estou chateado! Estou mesmo! Porque não pensei que chegasse a este ponto! Reparei que as pessoas, odeiam o mundo! E pelos vistos é uma ideia generalizada! A palete de cores do seu mundo de certeza que apenas tem as cores negra e vermelha, e verde vá que simboliza inveja e o mundo também é feio por dentro.
Porquê? Porque é que as pessoas não se resignam à sua insignificante felicidade e vivem felizes? Porque não, Porque querem tudo, querem que toda a gente viva bem e toda a gente viva para sempre! Ai que bonito, e já agora nada de guerras nem catástrofes, que o sol nunca queime a pele e que as abelhas percam o ferrão que aleija!
Não! Querem tudo, são ténias de felicidade que nunca vão poder encontrar alguma devido à sua incapacidade de se satisfazer com pouco. Gananciosos. A ganância deve ser o maior defeito das pessoas. Mas de longe. Para o bom e para o mau. O ser humano não é capaz de ceder uma vida humana para salvar 100. Tudo tem um preço! TUDO! E o corpo em termos monetários não vale assim tanto por isso aquelas pessoas que dizem que "Ai eu morria por este" "ai eu matava por aquele" espero que tenham consciência que provavelmente não vai chegar para comprar a pessoa! Sentimentos pah! O ser humano vive de sentimentos e aquilo que mais custa dar é aquilo pelo qual nutrimos mais sentimentos. O que pode ser tudo, até mesmo um próprio sentimento. Como o orgulho por exemplo. E desde cedo temos de saber que o dinheiro não dá para tudo, e nem sempre vamos poder ter um melhor amigo, nem sempre vamos poder ter um noticiário menos mal, nem sempre podemos ter razão, nem sempre podemos ter uma família ao lado ou seguir o que gostamos! E é ao aprender a ceder que atingimos a felicidade!
Nunca nada vai ser perfeito. As pessoas que morrem, morrem. As pessoas que vivem só devem aproveitar o facto de estarem para serem felizes, pois no dia seguinte, podem ser elas a morrer. E as pessoas que já morreram não vão ter pena.
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