Está tudo bem, está sempre tudo bem...
E então finge-se felicidade, porque está tudo bem... Então quando começam os berros da the great gig in the sky entende-se e cai-se na realidade, não, não está tudo bem, está tudo mal, está tudo errado, nada faz sentido, nada devia estar bem! No entanto tudo está bem e é daí que vem o problema, estamos bem com não estarmos bem...
Temos medo de carregar no play e ouvir a música mais uma vez, porque mais uma vez pode ser o suficiente para sucumbir à loucura que nos rodeia, e se amanhã não estiver lá, e se amanhã aquilo que nos prende à pouca ilusão confortante pela qual vivemos, pela qual está tudo bem não estiver lá. E se um dia não houver ninguém para nos atirar uma bóia para nos salvar do mar de insanidade em que mergulhamos diariamente sem nos apercebermos. E se um dia acordarmos sozinhos? E se um dia não tivermos ninguém para fazer domingo à tarde? E se o computador passar a ser o nosso melhor amigo? E se deixarmos de ouvir bem vindo a casa? E se nos fartarmos de toda a música do universo? E se um dia acordamos e desejamos não o ter feito? E se um dia acordamos com medo de não ter medo? E se um dia acordarmos e estiver tudo bem?
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Sociedade de Zombies
Acabei de entender o grande problema da sociedade.
Grande parte da sociedade está morta, inválida, pelo menos em termos humanos.
Não falo de escrúpulos e sentimentos. Todas as pessoas são bem intencionadas por muito estranha que esta frase possa parecer. Não existem pessoas boas nem más, apenas com ideais diferentes.
Muitos foram os que previram um ponto final na humanidade, que alegadamente, está podre devido a todos os defeitos que a liberdade humana se deu ao luxo de adquirir, por isso devido a tantos defeitos surgem as guerras em todos os níveis, que originam milhares de problemas que afectam toda a sociedade.
Se toda a gente está consciente de esse grande problema porque não se faz algo? Simples, não o podem fazer pois na realidade não estão a viver, ou por outras palavras, estão mortas.
Durante a juventude, uma criança adquire os seus princípios e valores com toda a liberdade e sobretudo sonhos. As suas possibilidades são infinitas, e tendo em conta que esse é o dom do ser humano (Tornamos real aquilo em que acreditamos) então tudo é possível e as possibilidades são realmente infinitas. Os anos vão passando e as pessoas vão-se apercebendo que há obstáculos no caminho, desanimam e frustradas por não conseguirem superar esses obstáculos refugiam-se na lógica e toda a sua força criativa desaparece e perdem o que a força que as torna humanas. Passam a viver segundo uma máxima lógica que todos os sonhos são impossíveis. E que nos devemos contentar com a pouca felicidade que temos e tentar sempre mantê-la.
Perdi a inspiração, já não estou revoltado, acabo aqui, que desperdício.
Grande parte da sociedade está morta, inválida, pelo menos em termos humanos.
Não falo de escrúpulos e sentimentos. Todas as pessoas são bem intencionadas por muito estranha que esta frase possa parecer. Não existem pessoas boas nem más, apenas com ideais diferentes.
Muitos foram os que previram um ponto final na humanidade, que alegadamente, está podre devido a todos os defeitos que a liberdade humana se deu ao luxo de adquirir, por isso devido a tantos defeitos surgem as guerras em todos os níveis, que originam milhares de problemas que afectam toda a sociedade.
Se toda a gente está consciente de esse grande problema porque não se faz algo? Simples, não o podem fazer pois na realidade não estão a viver, ou por outras palavras, estão mortas.
Durante a juventude, uma criança adquire os seus princípios e valores com toda a liberdade e sobretudo sonhos. As suas possibilidades são infinitas, e tendo em conta que esse é o dom do ser humano (Tornamos real aquilo em que acreditamos) então tudo é possível e as possibilidades são realmente infinitas. Os anos vão passando e as pessoas vão-se apercebendo que há obstáculos no caminho, desanimam e frustradas por não conseguirem superar esses obstáculos refugiam-se na lógica e toda a sua força criativa desaparece e perdem o que a força que as torna humanas. Passam a viver segundo uma máxima lógica que todos os sonhos são impossíveis. E que nos devemos contentar com a pouca felicidade que temos e tentar sempre mantê-la.
Perdi a inspiração, já não estou revoltado, acabo aqui, que desperdício.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Poetas Mudos
Ser poeta é triste.
É como ser pintor numa sociedade de cegos.
É como ser músico num mundo de surdos.
É como ser curioso num mundo de segredos.
É como ser professor numa jaula de macacos.
Ser Poeta é quando
O Kurt grita em pleno show
E o público aplaude, ignorante ao que se passou
É quando um quadro escondido entre a vulgaridade
É ignorado pela rotina da sociedade.
Ser poeta é estar sozinho
Fingindo não existir
Procurando refúgio no vinho
Tentando do mundo fugir.
Ser poeta é morrer todos os dias
Quando se engolem palavras
É como matar o messias
É como comer larvas...
E rasgar a carne literária
Que atinge o infinito
Espetar a caneta na secretária
Esmurrar os joelhos no granito!
É tentar domesticar feras
Ensina-las aos poucos e poucos
As que ouvem são raras
As outras consideram-te louco
É mergulhar
Num mar de insanidade
e respirar
a melancólica verdade.
E mesmo assim, engolir
Queimando os pulmões
Incapazes de fazer sentir
Incapazes de domar leões.
E RASGA-SE A PELE
E SENTE-SE O METAL FRIO PENETRAR A CARNE
ENQUANTO TODA A SABEDORIA DO MUNDO DESAPARECE NUMA CORRENTE VERMELHA ESCURA
E jaz no chão a verdade verdadeira
Escorrendo até até à porta do vizinho
Absorvido pela madeira.
Anunciando o fim daquele que não escolheu tal caminho.
Ser poeta é triste.
É como ser pintor numa sociedade de cegos.
É como ser músico num mundo de surdos.
É como ser curioso num mundo de segredos.
É como ser professor numa jaula de macacos.
Ser Poeta é quando
O Kurt grita em pleno show
E o público aplaude, ignorante ao que se passou
É quando um quadro escondido entre a vulgaridade
É ignorado pela rotina da sociedade.
Ser poeta é estar sozinho
Fingindo não existir
Procurando refúgio no vinho
Tentando do mundo fugir.
Ser poeta é morrer todos os dias
Quando se engolem palavras
É como matar o messias
É como comer larvas...
E rasgar a carne literária
Que atinge o infinito
Espetar a caneta na secretária
Esmurrar os joelhos no granito!
É tentar domesticar feras
Ensina-las aos poucos e poucos
As que ouvem são raras
As outras consideram-te louco
É mergulhar
Num mar de insanidade
e respirar
a melancólica verdade.
E mesmo assim, engolir
Queimando os pulmões
Incapazes de fazer sentir
Incapazes de domar leões.
E RASGA-SE A PELE
E SENTE-SE O METAL FRIO PENETRAR A CARNE
ENQUANTO TODA A SABEDORIA DO MUNDO DESAPARECE NUMA CORRENTE VERMELHA ESCURA
E jaz no chão a verdade verdadeira
Escorrendo até até à porta do vizinho
Absorvido pela madeira.
Anunciando o fim daquele que não escolheu tal caminho.
Ser poeta é triste.
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